15 de junho: "Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa".
Atendendo o requerimento do deputado Geraldo Pereira, Líder do PT, foi realizada no último dia 14 de junho, sessão solene em alusão ao "Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa".
A coordenadora do trabalho social com idosos no Serviço Social do Comércio (Sesc), Marizete Melo, falou da importância de se desenvolver políticas públicas voltadas para a inclusão social dos idosos no Brasil. “Temos que fortalecer as redes voltadas para o idoso, vivemos num Brasil que está envelhecendo e nós, enquanto militantes e gestores, procuramos desenvolver ações sociais com os idosos voltadas para melhoria da inclusão social. O objetivo é resgatar o idoso do isolamento social fazendo com que eles se sintam vivos”.
Marizete lembrou que no ano de 2008 membros do (Serviço Social do Comércio) estiveram no Parlamento acreano para pedir ajuda aos deputados acerca da violência praticada contra pessoas idosas. “Estivemos aqui fazendo alguns esclarecimentos aos deputados com relação aos atos de violência praticados contra a pessoa idosa. Hoje eu louvo mais essa oportunidade que estou tendo de relatar mais histórias tristes que nossos velhinhos são protagonistas. Os maus tratos continuam, recebemos sempre denúncias de violências, são coisas absurdas que vemos e ouvimos todos os dias”.
A coordenadora falou da importância da criação de uma delegacia especializada para atender crimes específicos contra a pessoa idosa. “Vemos a necessidade de uma delegacia que possa atender questões que envolvem nossos velhinhos, bem como casa de acolhimento ao idoso e centro de referência especializado, se tivéssemos essas ferramentas nosso trabalho seria mais intenso e nossa luta mais fortalecida”.
A gerente da humanização do Hospital do Idoso, Maria Leitão Bastos falou que a idade cronológica do ser humano não deve ser levada em consideração. De acordo com ela, algumas pessoas chegam à velhice com mais energia e lucidez que muitos jovens. “É considerado idoso pessoas acima de 60 anos, em outros países desenvolvidos é a partir dos 65 anos, mas, digo que a idade cronológica do ser humano não conta muito levando em consideração que tem pessoas de oitenta anos que são mais espertas e lúcidas que muitas de vinte, então essa afirmação varia muito de pessoa para pessoa”.
Maria Leitão falou ainda do trabalho realizado no hospital do idoso ela ressaltou o desempenho da equipe de profissionais que atendem os pacientes. “Fazemos de tudo para que nossos idosos saiam satisfeitos do hospital, claro que temos nossas dificuldades como profissionais, mas, procuramos acolher com atenção os nossos pacientes, o trabalho de humanização é feito com muita dedicação e tem mostrado resultados positivos”.
Quanto à violência praticada contra o idoso Maria Leitão disse que o combate deve ser mais intenso, ela destacou casos que acontecem diariamente no hospital, segundo ela, alguns abandonos ocorrem dentro do setor médico.
“Temos sido firmes no combate aos maus tratos contra a pessoa idosa, o que não da para entender é que na maioria das vezes os maus tratos acontecem dentro do âmbito familiar, tem gente que leva seus pais ao hospital e largam eles lá alegando que não tem tempo de cuidar, isso é um absurdo, é cruel e triste, precisamos de parcerias para combater tais crimes”.
Durante sessão solene o promotor Rogério Muñoz, da Promotoria Especializada de Defesa da Cidadania do Ministério Público do Estado do Acre, falou da importância da criação de uma delegacia especializada para o idoso. De acordo com ele, apurar crimes praticados contra uma pessoa idosa não é como investigar um roubo.
“Todos vamos envelhecer um dia, espero que eu seja um idoso, infelizmente são muitas as violências praticada contra os idosos. Então, hoje quero falar da importância de termos em nosso Estado uma delegacia especializada que atenda os nossos velhinhos, você apurar crime contra um idoso não é o mesmo que investigar um roubo, os casos são muito mais delicados e normalmente ocorrem dentro do seio familiar. Portanto, é necessário que haja uma equipe especializada nessas questões, várias capitais já dispõem dessa delegacia e nós devemos lutar pela criação da nossa”.
Fonte: Gabinete do Dep. Geraldo Pereira e ALEAC